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sábado, agosto 14, 2010

Trajes & Transporte

“Flávio, você vai pro lago?”
“Não, vou almoçar no refeitório”

          -X-
“Tava na piscina?”
“Não, tava em casa...”

         -X-
Até que um dia, indo ao Love Parade...
“Legal! O festival é numa estação de trem desativada.”
“Você achou que fosse no lago?”
“Por que?”
“Por que você veio com a bermuda pra mergulhar”
(Estava com uma bermuda de tactel)

Fiz uma rápida entrevista multi cultural ao meu redor, e descobri que para todos, aquilo era uma ‘roupa de banho’, e assim, imediatamente todos os eventos pretéritos fizeram sentido...

         -X-
Pois estava ainda agora no ponto esperando o ônibus quando um simpático casal de velinhos puxou assunto exatamente conforme o padrão: “Está esperando o ônibus?”

Papo vai, papo vem: minha universidade, o casamento do sobrinho deles, onde eu moro no Brasil, etc... até o:
- Estava fazendo esporte? (devido a mais uma vez, minha bermuda)

Eu poderia dissertar sobre a naturalidade da vestimenta na minha cultura carioca... mas em alemão, sempre opto por pequenas mentiras, contanto que eu mantenha a conversa fluindo:
“Sim! Estava andando de bicicleta no parque.”

O que é parcialmente verdade... eu realmente estava de bicicleta até minutos antes, mas não no parque.


Em atraso:
Então, agora eu tenho não uma bicicleta, mas TRÊS!
Dois franceses e um espanhol me deram a deles quando foram embora.

O detalhe é que todas estavam quebradas... uma faltava o banco e o freio dianteiro, a outra a correte e a terceira a corrente e a câmara de ar da roda dianteira!
Num rápido rodízio de peças consertei uma! Agora falta tirar uma tarde pra consertar as outras e já deixá-las de estoque em caso futuros furtos!

quinta-feira, maio 27, 2010

Sem conserto

Mais boas notícias:

Não preciso mais consertar minha bicicleta!


... uma vez que não a possuo mais.






Sexta passada fui usa-la e não a encontrei no meu alojamento.. refleti um tempo e supus que a havia deixado no outro alojamento desda semana anterior. Mas era sexta, eu viajaria de madrugada.. deixei pra pega-la quando voltasse de Berlim.

Ontem fui andando pela rua buscando o cadeado mangueirense (é mais fácil que procurar por uma bicicleta prateada).

Achei o cadeado.. me aproximei e kein Fahrrad.

O mais curioso foi a forma como ela foi roubada:
(Sempre verifico se o cadeado fechou pois ele não tranca sozinho... é preciso encaixa-lo e então virar a chave)
Mas o cadeado estava lá, preso ao poste e muito bem trancado!!
Verifiquei se o haviam quebrado, mas não... ele ainda funciona bem, obrigado!

Já que o ladrão fez a gentilesa de me deixar o cadeado e ainda de tranca-lo bem para que nenhuma pessoa má intencionada pudesse rouba-lo! O q seria um absurdo..

Resolvi apelar para o lado emocional.
Voltei hoje e coloquei por lá uma carta a minha bicicleta "fugitiva" na esperança de que ela volte.

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